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Nx Zero

Nx Zero

Website: http://nxzero.com.br/

Biografia
Pode parecer estranho que ao apertar o play na primeira faixa de "Em Comum", novo álbum do NXZero, você imagine um cenário ensolarado. Para os integrantes do grupo, o significado dessa estranheza são os calos nos dedos da mão em mais de dez anos de carreira. A labuta trouxe vivência, quebrou preconceitos e culminou no trabalho mais bem acabado da banda.

Os três anos que separam o último trabalho de inéditas deste serviram também para Di Ferrero (vocal), Daniel Weksler (bateria), Caco Grandino (baixo), Fi Duarte e Gee Rocha (guitarra) absorverem diferentes experiências. Em cima dos palcos, o grupo varreu a desconfiança e hoje dialoga de igual pra igual com os maiores nomes da música brasileira.

E o que o sol da primeira frase tem a ver com tudo isso? "Em Comum" é um reflexo da maturidade natural dos seus integrantes– portanto, longe de ser fabricada. Não existe mais inferno e utopia, certo e errado. Di Ferrero se mudou para o Rio de Janeiro, engatou um romance e revela: "Escrevi boa parte das letras deste CD olhando para o mar. Estamos (o grupo) mais soltos, abertos a novos desafios e muito bem resolvidos".

Realmente nunca se tinha escutado um NXZero assim. "Sem Hora Para Voltar", aquela ensolarada, incorpora frases de Zeca Pagodinho ("deixa a vida me levar") e Barão Vermelho ("pro dia nascer feliz"). Os riffs de guitarra, na onda de Led Zeppelin e Foo Fighters, refrescam.

"Maré", que já invadiu as rádios de todo o Brasil, é a bola da vez, empresta voz à alma. Rasga em dois personagens as desilusões tão conhecidas por nós brasileiros. É dura sem ser planfetária. "Hoje posso me aprofundar mais em assuntos que antes eram fruto da minha imaginação. Vivi e trabalhei muito nesses últimos anos", explica Di.

Climas e atmosferas envolvem "Ligação", "Hoje o Céu Abriu" e "Espero um Sinal". A primeira é uma balada capaz de derreter o coração do sujeito mais durão, enquanto as outras duas te agarram pela melodia na voz de Di, talhada boa parte no Projeto Paralelo, onde teve contato com a nação hip hop.

"Por que Estamos em Guerra por Paz" pesa a mão nos acordes e vira a chavinha da melodia assoviável para uma porrada daquelas bem dadas. A produção de Rick Bonadio contribui para a montanha-russa emocional que o disco propõe. O produtor conhece os meninos desde cedo. Descobriu o quinteto e os direcionou ao estrelato.

E se você se perguntou do por que do nome "Em Comum", faixa-título do disco, a explicação esbarra no percurso que fez os garotos virarem adultos, conquistarem o Brasil, dezenas de prêmios e até um Grammy. Dos amigos de colégios a homens bem-sucedidos – do rock’n’roll –, cada um seguiu seu caminho fora dos palcos. Di mora no Rio de Janeiro, Daniel está casado, Gee, Caco e Fi se esmeram cada dia mais na vida dentro dos estúdios. Em comum, os rapazes têm a banda que os levou ao topo da música brasileira.

Di dá a última palavra: "Se desprenda dos outros trabalhos do NX. Feche os olhos, escute o som e aproveite a viagem. Depois de dez anos, paramos para respirar e voltamos com o gás todo". Se depender de "Em Comum", a próxima década será ainda melhor.